'Cidade' Em Cemitério No Cairo Resiste às Mudanças Do E

18 May 2019 23:20
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<h1>'Cidade' Em Cemit&eacute;rio No Cairo Resiste &agrave;s Modifica&ccedil;&otilde;es Do Egito</h1>

<p>Numa tarde fria do inverno eg&iacute;pcio, Mustafa anda tranquilamente por estreitas ruas de areia, cumprimentando pelo nome alguns moradores que cruzam teu caminho. Nesse lugar, n&atilde;o h&aacute; filas de ve&iacute;culos ou o incessante ru&iacute;do das buzinas t&atilde;o t&iacute;picos do Cairo. Al Qarafa &eacute; um o&aacute;sis de sil&ecirc;ncio caracter&iacute;stico dos cemit&eacute;rios, e, nele, falecidos e vivos repousam ante o mesmo teto.</p>

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<p>Mustafa nasceu nesse lugar h&aacute; 23 anos. Trabalha como coveiro e divide um menor c&ocirc;modo com 4 familiares. Cronograma Da LDO Prev&ecirc; Vota&ccedil;&atilde;o Do Texto Apenas Em Agosto O Dia cidade de Minya, ao sul do Cairo e, sem ter como pagar aluguel, se mudaram pra um dos jazigos de Al Qarafa - enredo comum &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o recinto. Eu Posso Pagar Por Um Decorador? , nasci neste local. M&oacute;veis E Decora&ccedil;&atilde;o Para Cozinha feliz e n&atilde;o me mudo', diz, enquanto ajeita um dos tapetes que cobrem o gelado piso de concreto. Todos entram descal&ccedil;os na sua moradia. A decora&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel deixa o local com ares de lar.</p>

<p>A televis&atilde;o &eacute; o artigo mais valioso. Ao lado, uma cama apoia-se numa l&aacute;pide de concreto branca. &Eacute; a &uacute;nica do c&ocirc;modo - os al&eacute;m da medida, inclusive seus pais, dormem no ch&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; nenhum odor anormal. A l&aacute;pide, ali&aacute;s, &eacute; o &uacute;nico sinal de que Mustafa mora em um jazigo de cemit&eacute;rio.</p>

<p>A hist&oacute;ria da Cidade dos Mortos, como o Al Qarafa &eacute; popular, data de 642 a.C. A ocupa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou h&aacute; quase um s&eacute;culo. N&atilde;o se compreende ao certo quantos moram neste local - as estimativas variam de 10 1000 ao exagerado meio milh&atilde;o, que incluiria tamb&eacute;m moradores dos pr&eacute;dios erguidos em torno do cemit&eacute;rio, ausente de muros ou grades. Os t&uacute;mulos s&atilde;o praticamente pequenas casas, com port&otilde;es e grandes jardins, conforme mencionada a tradi&ccedil;&atilde;o local de reverenciar os falecidos - antigamente, familiares passavam semanas de luto dentro dos mausol&eacute;us, que t&ecirc;m quartos e banheiros.</p>

<p>Lado a lado, as pequenas 'casas' formam uma imagem parecida a um vilarejo do interior: as ruas estreitas e sem asfalto, os balc&otilde;es improvisados com salgadinhos e refrigerante vendidos nas janelas e vizinhos papeando nas cal&ccedil;adas. Todos parecem se compreender pelo nome. Basta alguns minutos para se observar que insuficiente mudou nesse lugar nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, no momento em que quase tudo parece ter mudado no Egito. A pol&iacute;tica parece retirado de Al Qarafa - em nenhuma das casas ou ruas, por exemplo, havia cartazes do chefe militar e candidato presidencial Abdel Fattah al-Sisi, que se multiplicaram pelas ruas do Cairo.</p>

<p>No momento em que perguntados sobre isso ele, residentes desconversavam. Carinho ao Ex&eacute;rcito ou &oacute;dio &agrave; Irmandade Mu&ccedil;ulmana, sentimentos que d&atilde;o &agrave; t&ocirc;nica ao Egito atual, sequer foram discutidos. Al Qarafa parece viver uma realidade paralela, na qual o caos de fora &eacute; simplesmente rejeitado. Informa&ccedil;&otilde;es De Constru��o, Reforma E Projetos &eacute; mais do que l&aacute; fora', diz Mustafa, que como outros moradores prefere dar s&oacute; o primeiro nome e n&atilde;o se deixar fotografar.</p>

<p>Garotas jogam bola por todas as partes e dividem as ruas com dezenas de cachorros e gatos. Homens dedicam horas sentados fumando narguil&eacute;. H&aacute; um cheiro no ar, de pilhas de entulho e lixo acumuladas em v&aacute;rias esquinas. O sil&ecirc;ncio de Al Qarafa &eacute; um contraste ao som das buzinas da movimentada estrada que passa num dos limites do cemit&eacute;rio, que se estende por mais de seis quil&ocirc;metros.</p>

<p>A proximidade com o centro do Cairo permite com que v&aacute;rios trabalhem fora e s&oacute; retornem &agrave; noite. H&aacute; uma busca vasto por moradias no recinto, que se precisa, principalmente, &agrave; migra&ccedil;&atilde;o de eg&iacute;pcios de &aacute;reas rurais do interior ao Cairo, megal&oacute;pole de dezoito milh&otilde;es de habitantes. Com o grande custo de resid&ecirc;ncias pela capital, os jazigos tornaram-se a alternativa de muitas fam&iacute;lias, que preferiram residir entre os mortos a viver nas populosas favelas.</p>

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<li>Pe&ccedil;as pra divis&atilde;o el&eacute;trica do carro</li>
<li>15 Lustres e Pendentes para Quartos</li>
<li>sessenta e quatro treze &quot;Coma a Batida&quot;</li>
<li>00 - Destinos Internacionais</li>
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<p>Madiha El-Safty, da Escola Americana do Cairo (AUC pela sigla inglesa). Hassem chegou h&aacute; 30 anos, aos cinco de idade. Trabalha como mec&acirc;nico em uma pequena oficina improvisada no meio da rodovia. A infla&ccedil;&atilde;o e o desemprego crescentes t&ecirc;m feito com que mais fam&iacute;lias procurem o cemit&eacute;rio em busca de resid&ecirc;ncia, diz ele.</p>

<p>A imprensa ambiente diz que criminosos estariam aproveitando as ruas escuras e desertas para vender armas e drogas - o que teria aumentado os n&iacute;veis de criminalidade na regi&atilde;o. Hassem, n&atilde;o obstante, desconversa. N&atilde;o tem nenhum defeito, n&atilde;o tem crime. &Eacute; sossegado. Todos se conhecem. Nem ao menos todos s&atilde;o t&atilde;o amig&aacute;veis. V&aacute;rios moradores fecharam as portas ao notar a presen&ccedil;a de estranhos.</p>

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